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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Quando a escola é de vidro


A autora Ruth Rocha relata no texto 
Quando a escola é de vidro” as características 
da seriação e as impressões
dos alunos inseridos nesse sistema.


A organização em séries não valoriza os 
conhecimentos intelectuais e culturais adquiridos
pelos educandos fora da escola e os educadores
têm que seguir o mesmo currículo, isto é, eles
não têm autonomia para construir ou 
desconstruir o currículo de acordo com as
necessidades da turma.


A escola mencionada no texto é aquela em que
o professor continua sendo o “redentor do saber”, 
não se interessa pelas opiniões dos alunos, impõe 
suas regras, sem ao menos, explicar o motivo pelo
qual a norma está sendo aplicada.
A seriação não leva em conta a idade dos alunos, 
ou seja, existem educandos que têm 14, 15 anos que 
estão, por exemplo, no 5º ano (antiga 4º série).


Tanto a idade, a maturidade e o crescimento dos
alunos são ignorados por esse sistema. Esta afirmação
é confirmada no trecho “Cada menino ou menina tinha
um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não! O vidro dependia da classe em que a gente estudava.”


Abaixo, destaco este texto apresentando - o bem colorido
e ilustrado.



Quando A Escola E De Vidro
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sábado, 31 de outubro de 2009

Momento de reflexão

A alegria não chega apenas no encontro do achado
mas faz parte do processo da busca
Ensinar e aprender
não pode dar-se fora da procura
fora da boniteza
e da alegria
gente miúda
mas gente em processo de busca
gente formando-se
crescendo...
é com gente que lido...
não com coisa
se porque lido com gente
não devo negar a quem sonha
o direito de sonhar.
Paulo Freire


Refletindo.....

Em 2010, todas as escolas devem integrar as crianças de seis anos no 1º ano do Ensino Fundamental. Para receber os novos alunos, a instituição de ensino terá que se reorganizar para atender as novas exigências.
A sala do 1º ano vai ser um ambiente mesclado. Sua decoração reproduzirá tanto o mundo da Educação Infantil quanto do Ensino Fundamental.
Cabe ressaltar, que pelo fato da criança de seis anos ingressar no Ensino Fundamental, não significa  que ela tenha que parar de brincar, pelo contrário.  Ela ainda vive no “mundo de fantasias”, portanto as brincadeiras são necessárias em seu cotidiano escolar. Agora, se as atividades  se limitarem apenas a alfabetização, significa dizer que esse aluno não terá alegrias.

“A alegria não chega apenas no encontro do achado
mas faz parte do processo da busca
Ensinar e aprender
não pode dar-se fora da procura
fora da boniteza
e da alegria...”

O educador que lecionará para o aluno do 1º ano precisará ter paciência, coerência cautela e responsabilidade. Pois além de ser o primeiro professor na vida do educando, qualquer ação poderá ser interpretada pela criança como positiva ou negativa.
O professor deve ter noção de sua imensa responsabilidade como educador. E pensar sempre no poema de Paulo Freire que diz:

 “é com gente que lido...
não com coisa
se porque lido com gente
não devo negar a quem sonha
o direito de sonhar.”